quinta-feira, 28 de abril de 2011

Primeiras idéias para a ponte


ideia 
(grego idéa, -as, aparência, maneira de ser, estilo); s. f.
1. Representação que se forma no espírito.
2. Perceção intelectual.
3. Pensamento.
4. Lembrança, memória.
5. Plano, intenção.
6. Fantasia.
7. Doutrina; sistema.
+ iluminar o que está sob a ponte;
+ soar um barulho  quando alguém passa pela ponte: parte de uma música, descarga, som de navio     ou água corrente etc;
+ destacar a ponte através do chão, pela diferença do chão da ponte que não é de calçamento de pedra (ponte menor, perto da igreja);
+ conectar as duas pontes por: pontos luminosos, telefone de lata, sensor de movimento etc.;
+ fazer um jogo de espelhos para criar ilusões de óptica;
+ colocar tinta nas "entradas" das pontes de modo a criar um mosaico de fluxos;
+ fazer a ponte sumir;
+ abrir um falso buraco na ponte;
+ espalhar várias réplicas das pontes por Bichinho;
+ ter uma ponte itinerante, uma cópia que pudéssemos mudar de lugar;

domingo, 17 de abril de 2011

Obra escolhida



Janet Cardiff
Brussels, Ontario, Canadá, 1957; reside e trabalha em Berlim, Alemanha e Guindrod, Canadá
Forty part motet 2001
Instalação sonora em 40 canais 40 track audio installation
Duração Duration: 14’7’’
Cantada pelo Sung by: Salisbury Cathedral Choir
Gravação e pós-produção Recording and post-production: SoundMoves
Edição de som Sound editing: George Bures Miller e and Steve Williams
Produção Producer: Theresa Bergne
Thomas Tallis, compositor inglês do século 16, compôs Spem in Alium nunquam habui para a comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575. O moteto (um tipo de composição polifônica medieval) para oito coros de cinco vozes trata de humildade e transcendência, dois temas importantes para o compositor católico numa época em que a fé católica era reprimida pelo Estado soberano da Inglaterra. A peça é conhecida como uma das mais complexas obras polifônicas para canto coral jamais compostas. Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury,  trabalhando com vozes masculinas – baixo, barítono e tenor – assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação. Janet Cardiff é uma das artistas mais prolíficas de uma arte que se vale da tecnologia de ponta. Seu trabalho emprega diversos meios expressivos, abrangendo vídeo, instalação e gravação de som.

Fonte:

textos de parede - http://www.inhotim.org.br/index.php/arte/texto

Inhotim



O Inhotim Centro de Arte Contemporânea se situa no município de Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte, em uma área de proteção ambiental de 1400 ha, sendo 400 ha de mata nativa preservada. O local onde se situa o museu atualmente, faz parte de uma antiga fazenda e local de guarda das obras de arte do empresário e colecionador Bernardo Paz, proprietário da coleção que deu origem ao museu. Em meados da década de oitenta ele iniciou a coleção de arte, em sua maioria obras produzidas a partir da década de 60 - pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, vídeos e instalações, principalmente as de grandes proporções. O museu  teve sua abertura oficial em 2004 (como CACI – Centro de Arte Contemporânea de Inhotim), mas somente em 2006, ocasião em que foi rebatizado Inhotim Centro de Arte Contemporânea, e também quando passa a ser administrado pelo ICI (Instituto Cultural de Inhotim), o museu abre suas portas ao público mais abrangente com uma exposição de longa duração e outra temporária.
O jardim é outro destaque de Inhotim, sob a orientação do paisagista Burle Marx, que colaborou na formação de um jardim de base modernista, próximo ao local onde antes se encontrava a sede da fazenda. A partir deste núcleo original, o projeto se expandiu com o crescimento do Museu e atualmente faz parte de um parque ambiental que possui 35 ha de paisagens projetadas e 400 ha de mata nativa. 
O Museu é composto por vários edifícios distribuídos pelo parque, formando galerias temporárias e permanentes, além de infra-estrutura para receber os visitantes: são ao todo nove galerias, sendo quatro para exposições temporárias e cinco para exposições permanentes; um restaurante, um bistrô e dois bares distribuídos em duas galerias de exposições temporárias. Inhotim conta com um acervo permanente de aproximadamente 300 obras de 60 artistas brasileiros e estrangeiros. A idéia da curadoria é formar um acervo multinacional e multigeracional. Uma parte está distribuída em exposição de longa duração, com obras adquiridas e comissionadas pelo museu, entre as quais a Galeria Lezzard e True Rouge, dedicadas às obras do artista Tunga. As Galerias Cildo Meireles, Adriana Varejão e Doris Salcedo são dedicadas a obras dos referidos artistas. As exposições temporárias têm duração de aproximadamente dois anos e tomam lugar nas galerias Praça, Mata, Lago e Fonte. Outra parte do acervo - instalações e esculturas - está distribuída ao longo dos jardins.

domingo, 10 de abril de 2011

Performance

“A performance, num sentido estritamente ontológico, é não reprodutiva. E é essa qualidade que faz da performance o parente pobre das artes contemporâneas. A performance estorva os maquinismos suaves da representação reprodutiva necessários à circulação do capital.” 
(PHELAN, 1997, p.173).
A performance foi introduzida durante a década de 1960, pelo grupo Fluxus e, muito especialmente, através das obras de Joseph Beuys. Numa de suas performances, Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Dusseldorf, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas.
Em alguns momentos, as performances de outros artistas tiveram ligação direta com as obras de body art, especialmente através dos Ativista de Viena, no final da década de 1960
Richard Schechner (2003), um dos pesquisadores e professores do departamento de Performance Studies, da New York University, associação filiada aos estudos da arte da performance, apresenta oito tipos de situações em que essa linguagem artística ocorre:
  1. na vida diária, cozinhando, socializando-se, apenas vivendo; 
  2. nas artes; 
  3. nos esportes e outros entretenimentos populares; 
  4. nos negócios;
  5. na tecnologia; 
  6. no sexo; 
  7. nos rituais – sagrados e seculares; 
  8. na brincadeira.
Schechner também atribui sete funções para a performance: “entreter; fazer alguma coisa que é bela; marcar ou mudar a identidade; fazer ou estimular uma comunidade; curar; ensinar, persuadir ou convencer; lidar com o sagrado e com o demoníaco”. Por fim, afirma que “qualquer comportamento, evento, ação ou coisa pode ser estudado como se fosse performance e analisado em termos de ação, comportamento, exibição.” (SCHECHNER, 2003, p.39).
Devido à efemeridade e a característica de arte híbrida dessa linguagem, definir, conceituar ou classificar performance é para muitos teóricos uma tarefa árdua e até mesmo impossível. Sabemos que “tentar escrever sobre o evento indocumentável da performance é invocar as regras do documento escrito e, logo, alterar o evento em si mesmo” (PHELAN, 1997, p.173). No entanto, o que mais importa para muitos artistas performáticos não são as definições, os conceitos, muito menos as classificações e teorias relacionadas à arte da performance. A ação é o mais importante, o ato de elaborar, exibir, e, sempre que possível ou necessário, “performar”.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Performance
http://www.revistaohun.ufba.br/pdf/ze_mario.pdf