sábado, 19 de março de 2011

Sobre o tempo

Aula passada, a exibição do filme Amelia de Edouard Lock me causou um efeito colateral!
Lembrei de antigas referencias teóricas de arquitetura e mais, consegui entender e relacionar muita coisa que tinha deixado pra lá!
Agora do início,
Ao falar de arquitetura pensamos em edificações, volumes e espaços, com isso dotamos nosso pensamento de três dimensões básicas:  largura, altura e profundidade. No entanto, esquecemos de uma outra dimensão tão importante quanto as demais: o tempo. 
A primeira vez que ouvi falar da relação de arquitetura e tempo foi no livro Saber Ver a Arquitetura de Bruno Zevi, no qual a percepção do tempo é apresentada como uma conquista do cubismo e da fotografia, mas evidenciada na apreensão do espaço arquitetônico pelo homem, que movendo-se no edifício cria pontos de vista sucessivos dando ao espaço sua realidade integral.
Em outra situação, já numa disciplina de projeto arquitetônico, um professor falava dos aspectos importantes a serem percebidos para o bom exercício de projetação. Dentre eles os moradores (aspecto humano), as casas (objeto de estudo) e a memória do lugar(percepção do tempo). Mais uma vez o elemento tempo aparece como necessário a apreensão do espaço, nesse caso, para auxiliar numa intervenção arquitetônica adequada a situação dada.
Por fim, no livro Teoria do Conhecimento e Arte o autor, Jorge Vieira, amadurece ainda mais essa consciência do tempo ao tratar da dança como forma artística dependente do espaço-tempo. 
E acho que no fim das contas era mais ou menos disso q o filme tratava [ou não].